Nos phones: “GØGGS” de GØGGS

Ty Segall, é dos mais talentosos músicos da nova vaga californiana, parece criar novas bandas como as pessoas mudam de roupa, criativo o suficiente para que o resultado seja sempre extraordinário, é certamente o caso deste projecto Goggs. Juntando-se a Chris Shaw dos Ex-Cult e ao colega Charles Moothart dos Fuzz, Segall presentea-nos com esta explosão de fúria, entre o garage e o punk rock, neste álbum de estreia auto-intitulado goggs.

Construído em torno de duros riffs, abusando da guitarra, e fortes desvairos de bateria e uivos selvagens, cuspindo a sua raiva sobre a vida ao longo das margens na Califórnia com uma ferocidade impressionante.

Segall e Moothart revezam-se na guitarra e na bateria, nessas sessões exibem um conjunto de habilidades bem equilibradas, em que cada um mantém o tempo, com músculo e precisão, e em que as guitarras clamam com a agilidade do punk e o peso do metal.

Goggs - foto http://buzzbands.la

As rajadas de dissonância eléctrica sugerem uma espécie de psicadélia em chamas no meio de uma raiva esvoaçante.

Com intensidade nas suas performances, os goggs rolam neste disco com menos de meia hora, onde se destacam faixas como “Needle Trade Off”, “Final Notice”, “Glendale Junkyard” ou mesmo o tema que intitulado “Goggs”.

Este álbum é uma maravilha do novo rock and roll, um dos melhores do ano, assim, esperamos que Segall, Shaw, e Moothart nos ofereçam muito mais nos próximos anos.